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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Contra casamentos...

 Não sou contra o casamento em si. Só acho que as pessoas têm casado sob circunstâncias um tanto quanto...equivocadas...

 Um dos maiores problemas que os casais enfrentam hoje no relacionamento está ligado às finanças...
 Não saber lidar com dinheiro?

 Não! Não saber lidar com coisa alguma, na verdade!

 Desorganização, ausência de pensamentos, impulsos emocionais superando raciocínio...
...o casamento não precisa excluir a razão!
 As pessoas não precisam parar de raciocinar, planejar...PENSAR!!!

 POCHA! As pessoas não pensam mais! Apenas vão agindo e reagindo sem parar...

 O casamento deve ser como a aliança numa guerra deve ser: deve-se prever tudo, planejar tudo, pensar em tudo, mas, o mais importante, devemos ser cúmplices!
 Devemos firmar uma aliança mesmo! Devemos cultivar amizade...admiração.

 Assim como generais de tropas aliadas e seus soldados têm uns aos outros para se defenderem, lutarem lado a lado no campo de batalha, os casados têm um ao outro. Devem ter! Devem ter para que seja verdadeiro. Funcional. Gostoso.

 A vida é a maior de todas as guerras e cada dia é uma batalha para qualquer um, rico ou pobre, homem ou mulher...enfim...
 Mas quem vai nos ouvir à noite? Quem vai nos dar ideias? Acolher? Consolar e fazer feliz antes do sono?
 Com quem enfrentamos essas batalhas juntos depois que nos casamos?

 Toda a verdadeira amizade é uma aliança. Mas essa aliança, a que firmamos com alguém para dividir nossas vidas por completo, essa deve ser firmada com os sentimentos mais puros: amizade e carinho, admiração e paixão. Paixão pelo outro lado da aliança. Uma causa para ir a campo de batalha e uma fonte de incentivo para voltar no dia seguinte e lutar ao invés de se render.

 Mas não podemos esquecer que para vencer na guerra precisamos de uma boa muralha, estratégia, um ótimo equipamento militar e muitas riquezas.
 Os sentimentos existem, mas sem razão não seguram um casamento.

 Pensar, planejar, criar objetivos, selecionar futuras conquistas, fazer acordos, ceder, insistir, assumir responsabilidades, criar regras e segui-las...
 Quando qualquer desses parecer perder o sentido ou tornar-se estressante, convoque seu aliado para um jantar num restaurante um pouco mais caro, explique-se, ouça, faça um acordo para reverem essas coisas quando voltarem ao reino. Volte, converse um pouco, aproveite o silêncio que vai se formando, a admiração vai surgindo, esqueça reis e castelos, esqueça estratégias de batalha, sinta a vontade de abraçar a pessoa que te olha porque vocês realmente vêm que vale a pena gostar um do outro.
 Abrace, beije, esqueçam as roupas, elas já não importam mais. Os braços, o corpo...esses sim...

 Viaje...

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