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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Estudo Aberto sobre as Teorias Parte 2


Primeira Conclusão – Girando o Yin Yang

 É importante que esteja claro que, a medida que este é escrito, algumas novas ideias, interpretações e atualizações estão sendo realizadas no material fruto de meus pensamentos e estudos. Dessa forma, é possível que, nas páginas que seguem, conclusões anteriores venham a ser desmentidas por mim mesmo, ocorrência fruto de uma dessas mudanças de pensamento.

 Quanto ao Yin Yang, é comum que esteja na mente de quem pensa seguindo um método científico mais positivista a ideia de que, em sua menor partícula, tudo o que está ao nosso redor e nós mesmos somos uma manifestação diferente de uma mesma coisa. Uns dizem sermos basicamente átomos, nada mais. Outros apelam para a teoria das cordas da física quântica, mas, seja a teoria que for, a ideia geral se repete com altíssima frequência: somos, tudo e todos, a mesma coisa.

 Pois sempre compartilhei desta com toda essa gente e, certa feita me deparei com o tal Yin Yang. O objeto tem uma sério de interpretações, ou melhor, o símbolo tem uma série de interpretações e uma delas, bem básica e que abre um leque de possibilidades, diz que “O símbolo representa o surgimento do preto no próprio branco e do branco no próprio preto”. Ora, parece combinar, na forma que interpretei, com a teoria do “somos todos a mesma coisa”, afinal, se os ditos opostos pode surgir no interior um do outro ou talvez sempre estiveram lá, teimo em pensar que qualquer coisa pode virar qualquer coisa e que, talvez, qualquer coisa tenha mesmo a possibilidade de ser qualquer coisa, ou seja, as coisas podem ter suas peculiaridades, mas não é regras permanecerem desta forma, podem ser qualquer coisa que quiserem a qualquer momento.

 Uma explicação positivista, que podemos até adicionar a própria teoria do Big Bang que, se aceitarmos, nos mostra que tudo surge de uma mesma natureza de coisa mesmo e uma explicação filosófica abstrata, religiosa, como a da simbologia do Yin Yang. Ambas nos dizem, dependendo dos olhos com os quais olhamos, isso é óbvio, sempre é assim, que tudo está em tudo, todos somos tudo ao mesmo tempo que somos o que somos.

 Decidi representar na época uma experiência e pedi a algumas pessoas que girassem, mentalmente, um Yin Yang em alta velocidade e muitos viram exatamente o que eu vi na primeira vez que o fiz: uma esfera totalmente cinza.

 O segredo máximo deste símbolo pra mim? O equilíbrio? Não...não há o que equilibrar, estamos preenchidos com tudo a cada mínima divisão de existência a cada instante, a mínima divisão de tempo.

 Tudo é tudo, talvez por isso a natureza seja tão perfeita.

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