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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Parede de Escudos

 Ontem, noite de 26 de Janeiro de 2012, mais uma noite de insônia para mim, veio à mente uma analogia sobre a tal batalha que revolucionários de todas as épocas têm travado contra quem está no poder.

 Parede de escudos.

 O que é isso?

 Foi nos livros de Bernard Cornwell que descobri o conceito. Eram chamados parede de escudos os momentos de certas batalhas onde homens dos dois lados encostavam seus escudos, formando uma barreira humana o mais impenetrável possível, mas, o que me chama atenção desta estratégia é o que acontece pouco antes de ambos os lados começarem a carnificina desumana: ofensas, gritos de toda ordem de palavras de baixo calão, vale xingar a mãe, o rei, vale xingar até quem está do outro lado diretamente, ora vejam só, tudo para forçar o outro lado a atacar primeiro.

 Medo?

 Não, não por medo.

 O ato de forçar o inimigo a atacar faz com que este se desestabilize. A parede se desfaz, a fúria toma conta, esqueçam estratégia, esqueçam racionalidade, somos animais lutando pelas fêmeas que choram, em casa, nossas mortes e só isso!

 Não pode acontecer pessoal ou, para criar uma frase mais Neurolinguística, é preciso fazer diferente!

 Precisamos trocar de estratégia, nós gritamos com plenos pulmões até que eles matem alguém ou saiam batendo em todo mundo como loucos, caso de Pinheirinho para citar um exemplo e, pelo outro lado, eles sugam, brincam, zoam total com a nossa cara até que a gente cometa algumas insanidades como, sei lá, parar o trânsito, tocar fogo em alguma coisa, bater em algum político filho...

 Razão! Nosso emocional carrega consigo uma besta animalesca sedenta por sangue, é verdade, é um instinto animal, caça, sobrevivência, ser o mais forte (instintos que sofreram algumas distorções por influência da nossa sociedade, vale lembrar), mas nós não somos mais animais...vêem animais construindo microprocessadores? Impressoras 3D? Fibras ópticas talvez? Não??? Hummm...nós temos potencial para sermos deuses, se aprendermos com nosso animal interior e não se lidarmos como ele.

 Fonte de estudos, não fonte de ações. Alguém joga Vampiro: A Máscara aí? Lobisomem: O Apocalipse? Já ouviram falar do Frenesi? Sair do controle, seguir instintos assassinos, destruidores? Acaba mal na maioria das vezes. Sério, imaginar a cabeça de um capitalista nojento rachando contra o escudo em uma parede (de escudos), pode parecer interessante, mas, na boa, não é legal. Se for assim, vamos com unhas e dentes então, paremos de cortar cabelo e barba e usar roupas...

 Grrrrrrrrrr...

 Nessa eu que *viajei, mas é a real, eu acho...

*Terminava todos os posts, nas antigas, com "boa viagem". Essa foi uma referência.

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