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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Cantinho do "E se": E se tivéssemos educação pública

 Participei de uma reunião estratégica de voluntários nesta terça feira, dia 28/02/2012 e, depois de todos os assuntos da pauta ganharem atenção e todos os novos passos ficarem claros a todos os envolvidos e interessados nela presentes, seguimos uma conversa, alguns dos participantes e eu.

 Pois, nessa conversa, um dos participantes comentou sobre a forma como nós, talvez, estivéssemos nos distanciando da realidade em nossas ações, indo longe demais e ignorando problemas mais atuais, urgentes, "pé no chão" talvez.

 Em um exemplo, ele citou que poderíamos ajudar um grupo de pessoas que está tentando realizar a auditoria da dívida pública do Brasil, com o objetivo de desmascarar a trapaça por trás do caso e exigir um investimento maior em educação e outros setores. Pelo menos educação, adicionou o participante, garantam a educação do povo e nós fazemos o resto, não nessas palavras exatamente. Seria mais fácil criar massa crítica em um povo mais educado afinal de contas.

 Sem dúvidas. Exercitemos agora o "E se":


  • E se tivéssemos um povo mais educado, ações como a criação do "Ficha Limpa", não acabariam por ser "estrategicamente" vetadas pelos que estão no poder?
  • E se nossas ações, dessa massa crítica, ainda que dentro da lei, fossem vetadas, não poderíamos assumir um estado de descontrole emocional e dar início a uma revolução mais, digamos, agressiva? E se acontecesse, adiantaria alguma coisa? Penso que não e peço que os interessados compartilhem suas opiniões.
  • E se, revolução armada finalizada e "povo no poder" (o que não aconteceria, provavelmente), fossem a realidade, adiantaria ter um povo ainda egoísta, ainda conceituador e segregacionista, ainda acreditando em democracia, ainda acreditando em sistemas ultrapassados de organização social e em paradigmas e modos de vida individualistas e irresponsáveis? Adiantaria ter uma massa crítica com responsabilidade ambiental sem que enxergassem que as coisas devem estar livres para evoluir, sem apego, entendendo a ligação que existe entre nós e tudo mais?
 Ah, eu acho que não.

 Para ser breve, eu adiciono uma ideia surgida há algum tempo e que vem sendo desenvolvida desde então:

 "Tais medidas (educação pública, ficha limpa), são momentos de um caminho a ser cruzado por cada 'indivíduo crítico' da nossa espécie, assim como o próprio Movimento Zeitgeist foi um momento e não é o último ou mais evoluído, prova disso é o fato de que muitos de nós já passaram deste momento também. E quando se entende essa parte do funcionamento natural, entende-se que tudo é um momento, se algo fosse permanente, deixaria de ser, deixaria de existir.
 O que existe acontece. O que acontece é uma mudança. Mudança, por sua vez, cria o conceito momentos."

 Então, ajamos sim! No presente de cada um, no momento de cada um, de forma a proporcionar o bem maior que formos capazes à todos e digo à todos, porque todos somos um.

PS: Faltou adicionar aos "E se"s: E se nós fizéssemos a educação desta massa crítica?

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