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terça-feira, 27 de março de 2012

Eu dirijo


 Quando entenderemos o óbvio?

 Nós não somos máquinas! Nós erramos, nós nos distraímos, nós pensamos...

 Nosso cérebro automatiza ações repetitivas e ele não entende que trânsito não é repetitivo. Preciso seguir?

 Buscamos coisas novas! Somos criativos!

 Eu não quero ficar soldando circuitos integrados, coisa que uma máquina pode fazer cerca de, sei lá, 300 vezes mais eficiente do que eu! É improdutivo!!! Uma afronta à capacidade intelectual do ser humano.

 Somos uma potencial fonte de amor, carinho e criatividade e estamos nos obrigando a sermos frios e repetitivos...

 Ei, desculpe, se minha fala te ofender, eu quero dizer-lhe algo: teu trabalho é inútil.

 Você é uma fonte de amor, afeto, carinho, criatividade, conhecimento, arte, recursos intangíveis em geral, muito eficiente, já de trabalhos rotineiros, estagnados, repetitivos, mecanicistas, de extremo esforço físico, etc,  definitivamente, não.

 Com câmeras, sensores de movimento, temperatura, pressão, automatização, inteligência artificial, satélites...quem precisa dirigir??? Irritado? Desatento? Com o ego guiando o volante?

 Nós morremos no trânsito enquanto ignoramos nossas fraquezas em vez de estudarmo-nos e evoluirmos enquanto o transporte é guiado por máquinas, sem ego e com uma só preocupação: dirigir.

 Sabe quando a modelo não reconhece a anorexia? O estado de negação de algumas doenças. Pois é, não reconhecemos nossa esquizofrenia e, por causa dela, não reconhecemos nossa culpa nisso tudo...

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