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sexta-feira, 30 de março de 2012

Thinking about change the world (Pensando sobre mudar o mundo) Parte 1

 Mudar o mundo confunde-se com manipulação, às vezes, manipular as pessoas que constituem esse mundo.

 Apresentarei minha teoria sobre isso:


  1.  Sabemos que todo saber (conhecimento) é memória. Saber seu nome é memória. Você deve saber da reação químico-física que acontece no seu cérebro toda vez que algo é "gravado" e que isso acontece sempre, seja permanente ou temporário.
  2. Pois então, tudo o que vemos (ouvimos, etc), no mundo é interpretado e essa interpretação molda como reagimos e o que somos para o mundo, o que "devolvemos" para o ambiente na eterna troca de recursos. Cada vez que alguém interage comigo, deixa uma marca químico-física (as Sinapses estão por nos explicar como funciona a memória a nível molecular) que desenvolve o que chamamos de experiência e que, por sua vez, usamos para entender o mundo.
 Basicamente, influenciamo-nos o tempo todo! Interferimos na vida uns dos outros sem parar. De certa forma, existir já é motivo suficiente para tal.

 Ok, agora...qual a relação disso com manipulação?

 Bem, manipulação lembra controle, seja traiçoeiro (artimanhas), seja pelo uso da força (hierárquica ou física).
 Entregando os conceitos de ordem e opressão a ideia de manipulação por força, ficamos com a artimanha, a malícia e, dessa forma, a influência natural que todos geramos, desta vez, disfarçada. Partes são ocultas propositalmente, de forma a guiar a pessoa sem consciência da mesma (da manipulação).

 Para citar um exemplo.

 Levar a EBR ao estado ativo, ocultando a transição, ou seja, servindo de exemplo sem esclarecer a intenção, seria manipulação em massa, o que, por sua vez, gera insustentabilidade da ideia e ferra com um sistema que poderia salvar nossa espécie da extinção.

 Fui longe demais, agora? Explico.

 Manipular é influenciar ocultando o ato, silenciando certas informações sobre o assunto e camuflando um plano.

 Silenciando certas informações...

 Uma pessoa manipulado não tem todas as informações sobre o que está fazendo (e talvez nunca tenha, a manipulação sustenta essa situação), logo, não entende e, se não entende, não sabe como manter. Não sabe dos equívocos possíveis e as melhorias o cutucam sem serem notadas, logo, o estado que o manipulado ajudou a construir não se mantém saudável por muito tempo.

 O próprio sistema comercial poderia ter sido menos prejudicial se o entendêssemos todos e não ignoraríamos a hora certa de transformá-lo numa EBR.

 A ideia é sabermos que não basta sermos, será mais efetivo, se influenciarmos as demais pessoas. Digo, mudar por si, caracteriza mudar o ambiente, visto que somos o ambiente do outro, ainda assim, podemos maximizar esta mudança e isso não se trata de manipulação! Trata-se de propormos um estudo do caminho que cada um de nós trilhou, do processo de transição do qual fazemos parte...

 (...) Trata-se de ajudarmos uns aos outros a entendermos uns aos outros.

 Trata-se, finalmente, de trocarmos o "You must be the change you wish to see in the world" (Você deve ser a mudança que deseja ver no mundo), para "Devemos, juntos, sermos as mudanças que queremos compartilhar neste mundo".

 Talvez fique mais bonito e pode ser usado, se não deixar implícita demais a ideia: Sejamos a mudança que queremos compartilhar no mundo.

>>> Continua...

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