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sábado, 7 de setembro de 2013

Sentimentalismo racional

 Meu lado emocional quer curtir a vida, quase um bom vivant, atrás de alegrias, curtição, rock n roll, interação, noite, bebedeira talvez, algo mais pesado até, mais intenso. Mas meu lado emocional é um tolo, fraco, degradado pelo tempo e pelas experiências...

 É por isso que eu apelo ao racional, um cara calculista, frio, ora antipático, ora estúpido mesmo, por vezes até arrogante, mas é esse que tem força pra manter ambos de pé, e como um bom lado racional, reconhece que o emocional merece sua vez de brincar, libera pra festa, mas deixa bem claro, não passe das 22h...ele sempre passa, sempre se fode, lá vai o racional tentar consertar a merda feita...

 Meu lado emocional, sentimental na verdade (definição mais científica), é um fraco, merece ficar trancado num quarto, jogando videogame e esperando pela próxima vez que o racional tiver um tempo na agenda pra cuidá-lo no parque, com os coleguinhas. O triste é que, como toda mãe ou todo pai, o racional até tenta ser duro, rígido com a criança, mas é impossível controlá-los, porque não foram feitos para se controlar, foram feitos para saírem pelo mundo a descobrir coisas novas, aprender, criar, comunicar, quebrar a cara, voltar e então nos ensinarem a viver no mundo da vez.

 No fim, o racional depende da liberdade do emocional, e é por isso que ele tem as ferramentas para cuidar dele sempre que ele voltar abalado, destruído ou humilhado.

 Deixemo-nos quebrar a cara, deixemo-nos aprender com isso e vivamos cada dia com mais aceitação e menos censura.

 Bom dia à todos!

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